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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O 11 de setembro mudou as Relações Internacionais?


Mesmo após o aniversário de 10 anos do 11 de setembro de 2001, ainda nos questionamos se este acontecimento realmente mudou as Relações Internacionais, principalmente quando torna-se comum, comemorar uma desgraça e esta apareçe a cada 10 segundos como uma chamada em um canal de televisão. Mas afinal o que aconteçeu naquela data?
Geralmente penso comigo que este indagamento " é uma boa pergunta", entretanto o que nos resta são meramente hipóteses que são facilmente justificavéis ao observar as atitudes da potência Americana e vossos aliados em relação a questão da assim chamada " guerra ao terror". Existem alguns filmes e documentários como : Zeitgeist, A zona verde, A guerra que não se vê e Os lucros da guerra no Iraque, entre outros, que nos fazem ficar perplexos na possibilidade de imaginar o que poderia ter levado á tudo isso, porém uma coisa é certa: esta data não mudou as RI's ,apenas mostrou o resultado da política externa dos E.U.A. , basicamente de mesmo modo de como opera a lei da " ação e reação", para qual qualquer ação possui uma resposta imediata, de mesma intensidade e sentido oposto.
Ainda não creio que dois aviões entraram no espaço aério mais "seguro" do mundo, se chocaram com as duas torres, não houveram negocições, chances de conduzir os aviões, además cairam duas torres mais uma torre menor que nem se quer fora atingida. Sem falar do símbolo bélico dos E.U.A., O pentágono, que também foi atingido. Edifícios projetados para resistir a abalos sísmicos, batidas de Boing 747 , bastando com em um passe de mágica caindo, tirando muitas vidas de pessoas, sendo em sua maioria imigrantes.
Após isso um xenofobismo fervoroso que se instalou na população, onde o "culpado" pelo evento foi Osama Bin Laden, passando a ser caçado e considerado inimigo número um do planeta. Inciando assim a guerra ao terror e oficialmente o século 21. Bom, algumas organizações chamadas de "terroristas" ganharam foco e passaram a ser conhecidas da mídia como Al Qaeda, Hamas, Fatah entre outras, foram rotuladas, não se mencioando as suas histórias e origens, fazendo com que tudo fosse relacionado ao terrorismo, passando ser uma conduta belicuosa contra um estado realizada por uma organização para-militar com o propósito de se instalar e promover o caos e não uma conduta realizada por um estado muito mais bem preparado militarmente, onde este já se fazia presente em todo o "grande oriente médio" de acordo com G.W. Bush Filho.
Ou seja, temos um estado que mudou sua política externa para a militar em vez da econômica, a guerra se tornou prioridade, tanto é que sete anos mais tarde, em 2008, a "crise" mundial se mostrou presente levando os Americanos á uma recessão em sua economia, devido aos fronts de guerra e questões internas que não estavam, sendo controladas devidamente. Osama foi morto e nenhuma prova disso foi mostrada ao público, tiveram que violar a fronteira e soberania do Paquistão para efetuar essa fasçanha. Julgaram Saddam Hussein em um tribunal "Ad Roc" onde as regras que valiam foram as dos E.U.A. e não as Iraquianas. O que importa é impor a democracia, que por sinal ainda é uma utopia, continuando a justificar as guerras justas de acordo com a idéia de eliminação do mal menor juntamente com a vontade de se impor os interesses impulsionados pelo destino manifesto.
Podemos concluir que o 11/09 de uma certa forma, como meu colega de Blog. Celso Jr. me disse, realmente se trata de algo imposto pela mídia, pois o 11/09 de 1973 ocorrido no Chile, se trata de um golpe de estado protagonizado por Augusto Pinochet e ninguém se lembra deste fato. Este é um ocorrido latino-americano, estando mais próximo que os E.U.A . De uma certa forma a sociedade internacional sempre precisará de um inimigo para fazer o seu jogo, mesmo que este por trás, nos batidores seja seu aliado, assim fazendo com que a guerra seja a melhor opção e mais lucrativa do que o dialógo, onde os interesses seriam ponderados e na guerra não, eles são impostos pelo mais forte.
Então leitor o que é terrorismo? Quem realmente são os terroristas que o mundo tanto fala? Quando conseguiremos vislumbrar a paz? Uma coisa é certa: estas são boas perguntas.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

"ABC das Relações Internacionais" (Parte 2)

Neste mês eu publiquei a parte 1 do ABC da RIs onde de um forma sintética apresentei o que são as RIs, já hoje escrevo sobre como reconhecer um Internacionalista e/ou um Analista da Relações Internacionais.

Internacionalista são todos que se formam no curso de Relações Internacionais, podendo trabalhar em áreas econômicas, jurídicas, diplomáticas/politicas e comerciais porém um Analista geralmente trabalha com consultoria que também pode estar relacionada as áreas das RIs, o que realmente diferencia os dois é forma na qual este se envolve nas RIs geralmente o Analista atua de forma indireta e o Internacionalista de um forma direta. Mas a proposta da publicação é de como reconhecer estas pessoas/profissionais.
Então vamos a descrição de Internacionalista, em geral fala inglês e pelo menso mais um ou dois idiomas estrangeiros, além do "internacionalistês"*, ou seja, fala de uma maneira especifica usando jargões típicos (como: Cenário Internacional, Sistema Internacional, Atores Internacionais e etc), sempre busca estar informado sobre as noticias internacionais dos jornais, e geralmente quando fala o curso em que é formado (Relações Internacionais) as pessoas ficam estupefatas, ou seja, ficam surpresas ou simplesmente ficam com cara de interrogação, devido a pouca divulgação do curso dentro da sociedade.

*Este internacionalistês conta com diversos jargões ou expressões que um Internacionalista faz uso, estes jargões serão apresentados e explicados nas próximas publicações do "ABC das Relações Internacionais".

domingo, 12 de junho de 2011

"ABC das Relações Internacionais" (Parte 1)

A partir desta publicação irie apresentar as bases das Relações Internacionais de uma forma simples.
Hoje me apegarei a explicar o que são as Relações Internacionais.

As relações Internacionais podem ser intendidas como qualquer ato que tenha influencia internacional, sendo governamental, empresarial ou até mesmo pessoal.

Uma ação governamental que pode ser considerada como uma relação internacional, é o ato de assinar acordos entre dois ou mais Estados, como acordos comerciais, militares e de troca de tecnologia. Porém hoje vêem se tornando cada vez mais comuns a ações internas com repercussão internacional, como manobras para redução de desmatamento, ou até mesmo o respeito as normas dos Direitos Humanos dentro de penitenciarias.
O conceito de Patrimônio Universal da Humanidade aplicado a Amazônia faz com que toda e qualquer ação envolvendo "meio-ambiente" dos países quem tem parte do território dentro da Amazônia, serem observado/criticado por diversos países ao redor do mundo, Organizações internacionais e Ongs.
Hoje no Brasil a construção da hidrelétrica de Belo Monte vêem gerando uma serie de conflitos em relação aos impactos ambientais e a desapropriação de terra indígenas, porém essa obra será de grande importância ao desenvolvimento da infra-estrutura energética do Brasil. Essa é uma ação interna com repercussão internacional, assim se pode considerar como uma Relação Internacional a construção da hidrelétrica.
De compreensão mais fácil são as ações externas de Estado (país), ou seja, quando é assinado um acordo internacional, como o acordo assinado pela presidente Dilma Rousseff com o primeiro-ministro chinês para expandir a exportação de carne suína brasileira para a China.

As ações empresarias que podem ser consideradas como relação internacional são: as importações e exportações, a contração de mão-de-obra estrangeira, além de investimentos de capital em empresas mistas (empresas que contêm capital estatal e privado).
Uma empresa tem suas ações exclusivas dentro de um país consideradas com repercussão internacional geralmente quando desrespeitam alguma norma internacional de respeito ao meio-ambiente.

Já as ações pessoais podem ser consideradas como relação internacional, como no caso do ex-futuro presidente dos EUA Al Gore que fez sucesso ao redor do mundo com seu documentário "Uma verdade inconveniente", onde expõe tristes estudos sobre as causas do aquecimento global, ou mesmo agora com o documentário do ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso "Quebrando tabu", onde ele questiona  a possível descriminalização da maconha.

Esse são alguns conceitos de relação internacional, porém o curso de Relações Internacionais (que eu estudo) pode ser entendido como um curso de ciência social/humana pelo fato de ter suas bases teóricas em outra matérias de ciências sociais/humanas como, direito, economia e política. RI tem como ponto crucial a sua formação como curso universitário "A paz de Westfália" , onde foi instituído o conceito moderno de Estado.O curso de Relações Internacionais começa a ser lecionado no Brasil nos anos 70 na universidade de brasília.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A Primavera e as Relações Internacionais


Gostaria de agradecer a oportunidade de publicar neste modesto espaço reflexões que possuem o escopo de levar a construção do conhecimento em conjunto. Meu primeiro post tratará de uma breve reflexão sobre os acontecimentos recentes no palco mundial, que diga -se passagem estão mais impactantes do décadas atrás.
     Presenciamos um momento ímpar nas relações internacionais, que pela primeira vez as regras do jogo estão mudando. Quando veríamos a "maior" economia do mundo, entrar em uma profunda crise semelhante á ocorrida em 1929, perdendo a cada dia mais e mais o seu posto de Hegemonia, onde veríamos países considerados "tijolos"- BRICS[1] - passando de países emergentes da periferia á economias de mercado, quando veríamos países do oriente médio e do norte da África se levantarem em revoltas populares para derrubar regimes "democráticos" de 30 ou 40 anos de um mesmo governante. Além de conflitos não "acompanhados" pela mídia contemporânea no interior da África, surgira uma guerra no Iraque e agora uma intervenção militar liderada pela OTAN[2] que mais pareçem serem lideradas por algum dos "Macleod" pois sempre possuem uma previsão de serem rápidas porém, como os Macleod são guerras que não acabam e tendem a durar eternamente aumentando a agonia do povo que se encontra no meio do fogo cruzado.
     A guerra, o embargo econômico, a corrupção, enfim o que chamamos de Hard Power[3], começam a perder sua utilidade nas Relações Internacionais, dando lugar ao Soft Power[4] sendo representado pela diplomacia em si, que acaba consistindo no diálogo. Em um documento publicado pelo Wikileaks versa que a diplomacia tupiniquim é considerada uma das mais temidas no cenário mundial entrando para a lista negra das grandes potências e isto de uma certa forma é um avanço pois podemos alcançar um fim sem o uso de poder bélico ou sanções, seria aquela velha parábola "... poder ter e abster -se de ter é poder duas vezes, poder ser e abster-se de ser é poder três vezes e assim por diante...".
     Para nós na condição de cosmopolitas ver o nosso país e outros como a China e a Índia passarem a serem tratados como economias desenvolvidas na OMC[5], dada a declaração de um dos seus principais relatores, Pascal Lamy, onde em um documento de 600 páginas versa que há dois lados de uma moeda, os emergentes e os desenvolvidos existindo um profundo abismo entre eles mas isto poderia ser resolvido se ambos fossem tratados de uma maneira igual, sem hegemonia.
     Dizem sobre o fim da OMC mas acho muito pouco provável, mas não este o escopo que quero levá-los a reflexão e sim de uma nova R.I. que está surgindo de uma maneira bem sutil, dialética, quebrando barreiras, sendo incorporada á culturas, unindo de norte á sul, leste á oeste, ou seja onde pessoas se tornarão indivíduos , fruto de suas escolhas, então todos os acontecimentos resultarão a partir de agora a volta do diálogo ou em outras palavras o fortalecimento do Soft Power. Por isso estamos chegando próximo á primavera nas R.I.s no qual os fortes não serão mas os fortes mas darão espaço para os emergentes, surgindo outros atores internacionais. Portanto concluo que como diria o grande Sebastian do "Abuse e use" nesta primavera a moda é o diálogo.


[1] Foro de debate econômico, derivado de uma previsão do economista Jim O’Neil do grupo Goldman Sachs, que apontou Brasil, Rússia, Índia e China como os países que em 2050 terão posse de cerca de 50% da economia mundial; Recentemente a África do Sul entrou para este foro, onde foi acrescentado a letra S (de South Africa), formando assim a sigla BRICS;
[2] Sigla para Organização do Tratado do Atlântico Norte;
[3] Termo cunhado por Nye e Keohane;
[4] Idem;
[5] Organização Mundial do Comércio;

Artigo revisado em: 20/01/2012